Paranóicas Parabólicas

BRAÇO DADO COM A NOITE

QUEIXO ARRIADO NO VENTRE

ESSA VIDA É MESMO AÇOITE

CORDILHEIRA DESENFREADA

DOS CORDÕES ALUCINADOS

TÃO LONGE DA TRILHADEIRA


VIVA O POVO ENGENDRADO

DAS ANDANÇAS CRIADEIRAS

QUE REPOUSAM GARBOSAS

NA TORRENTE DE GRAÇA


VIVA A TRUPE ARRUAÇA

NA GAMELEIRA DA PIA

NÃO TEM HORA NEM TEM DIA

NEM FORNALHA QUE ADORMEÇA


VIVA A GENTALHA PARANÓICA

QUE VERTE EBÓLICA ELEGIA

TEU NOME É POESIA

CANDIEIRO DO MUNDO

PROSA DE AR VAGABUNDO

NO AGITO DAS PARABÓLICAS !


MARLEY

* Publicado no meu blog Aprendiz da Palavra


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